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domingo, 3 de outubro de 2010

Coisas Brilhantes.


-Mais que tudo.
-Mesmo?
-Nunca estive assim.
-Que ótimo.
Os dois conversavam com os corpos ainda palpitantes na cama desarrumada. Elena tomou o copo de vinho em mãos, com o sorriso largo como nunca esteve, se deparou com uma melancolia enorme.
Estava amando e o medo tomou posse de seu corpo, quando uma lágrima escorreu de seus olhos naquela noite quente.
-Ei, o que foi?
-Nada, só prometa para mim que não vai embora.
-Por que eu iria?
-As pessoas sempre vão.
-Eu não.
Quando se encontra individualidade em um amor recíproco, se tornam um, mas não o mesmo.
Elena sorriu.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

[Des]espero.



Quando a auto-estima desaparece, e há a vontade de correr para qualquer lugar que não seja onde você está, a saída é respirar e dizer que não vai para a Rehab no, no, no.


Fato é que meus pais realmente pensam que eu estou bem, como diz a música. Parece que pensam ser problemas com o sono.


Há problemas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Los ojos de él movimiento del color


O clima estava agradável, como era o ano todo lá.
Ela fotografava sem parar, o seu vestido vermelho desenhava com perfeição os seus vales e montanhas. O sol estava quente. Era meio dia.

Ela andava na ponte dos jardins de Gaudí, e custava a entender a beleza do lugar, mas gostava.

"Que sorte a desse Güell, tem tantas coisas lindas que levam o seu nome, sorte a dele de ter um amigo artista."-pensava.

Enquanto tentava escrever e odiava o que escrevia, Elena olhava para todo o tipo de inspiração imaginável e nada conseguia. Ela queria algo diferente, queria se apaixonar pelo que ela estava fazendo, queria uma paixão dela por ela mesma. Um prazer egoísta.

E quando ela olhou nos próprios olhos, se viu medíocre.

-Juan, você acha que eu posso ser uma boa artista?

-Você pode ser o que você quiser e independente do que seja.

Enquanto tocava aquela música catalã no jantar, Elena viu que a mediocridade dela não era tão importante quanto a vontade de fazer alguma coisa.