quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Quase um segundo


"Eu queria ver o escuro do mundo

Aonde está o que você quer

Para me transformar no que te agrada

No que me faça ver


Quais são as cores

E as coisas para te prender

Tive um sonho ruim e acordei chorando

Por isso eu te liguei


Será que você ainda pensa em mim?

Será que você ainda pensa?


Às vezes te odeio por quase um segundo

Depois te amo mais

Teus pelos, teu gosto, teu rosto, tudo

Tudo o que não me deixa em paz


Quais são as cores?

E as coisas?

Para te prender

Eu tive um sonho ruim e acordeu chorando

Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?

Será que você ainda pensa?"



domingo, 13 de setembro de 2009

Every time I look at you.


Sentada, tomando vinho, pensando na vida.Recostou a cabeça no travesseiro e pensou: eu queria mesmo era ser parecida com a Angelina Jolie.


Isso depois de assistir ao filme "Garota, interrompida" pela terceira vez.Continuou deitada no travesseiro, no chão imaginando coisas bobas e enquanto pensamentos iam e vinham, passou de repente em frente aos seus olhos que já estavam confusos de tanto beber, imaginou que já estivesse falando enrolado, isso porque devia ser a segunda garrafa de vinho em algumas horas.


Todos tem paixões, as dela eram música, atuar e vinho, sempre havia algum em algum lugar.


Ouvindo Aerosmith, ela se levantou e subiu as escadas cambaleando com o seu fiel cigarro pendurado nos lábios grossos, estava com uma aparência péssima, olheiras profundas e aquele cabelo quebrado que sempre esteve ali.Olhou-se no espelho, pensou no Bon Jovi e foi se deitar.


Quando levantou, sentiu como se tivesse tomado uma surra, estava no chão, com o cabelo sujo, o cigarro tinha pagado e o vinho tinha acabado, levantou, pegou o dinheiro que tinha guardado, não, não era pouco,desceu, colocou uma coisa que ainda se pode chamar de tênis e saiu para a padaria.


Aleluia, tinha vinho e pão e chocolate e besteiras.Comprou tudo o que uma solteira "bem sucedida" tinha direito, foi para casa, preparou um pão e voltou a música, desta vez Bon Jovi, ficou lá, ouvindo aquela música que de tão linda era melosa e imaginando coisas que só alguém que sente muita falta, ou não sente nenhuma, do amor, pode imaginar, era sábado, feriado, já passava das duas e ela lá, jogada naquele chão sujo, lembrando daquele dia, daquele show, daquele cabelo, daquele vinho, daquela música.


Levantou-se novamente e foi trabalhar, tarde para um sábado de feriado.


Quando chegou e subiu as escadas, havia um "rosto" peculiar formado por aquelas linhas onduladas e mais bonitas que seu próprio cabelo olhou um pouco mais perto, este levantou-se e disse sorridente:-Olá!


-Quanto tempo senhor..Eddie?


-Isso mesmo!Achei que não iria se lembrar!


-Você é muito singular, como não lembraria?


-Então, vim aqui te deixar um convite para um outro show da banda, te liguei na sua casa, mas você não atendeu...


-Ah, eu aindei meio desligada estes dias...


-Muito vinho? (com um sorriso maroto no rosto)


-Sim, muito vinho e muito Rock N' Roll.


-Sempre.


-Então, o convite está feito, é hoje à noite, se você não estiver ocupada...


-Eu? Ocupada?


-Bem, uma moça como você deveria ser, toda diferente assim...


-Diferente como?


-Encantadora.(silêncio profundo num olhar paralisado e um sorriso idiota) Bem, vou indo, apareça.


-Pode ter certeza, errr, o que você acha de um vinho depois do show?


-E você achou que eu fosse deixar você ir embora sem vinho dona Frances?


Frances encabulada, sorriu, o moço desceu.


***

Chegou a noite e era hora, mais um show de abalar o coração e fazer emocionar




Tomou banho, saiu, decicidiu is de jaqueta de couro e uma bluda "bonita", meio rasgada, era do Kiss, Destroyer, clássica.


Foi.


Chagou lá um pouco atrasada, pois ela realmente tinha se arrumado, Eddie sorriu e foi reciproco.Ele também estava com uma camiseta do Kiss, os dois se olharam durante muito tempo, parecia dizer coisas com os olhos um para o outro que ninguém jamais poderia entender, poderiam trocar nomes de músicas por um olhar.


Frances, assistiu ao show, como se não houvesse amanhã, foi o sentimento da outra vez, foi lindo, foi sensacional.


O show "acabou" Edddie veio correndo e abraçou Frances muito forte, ela se sentiu protegida como nunca tinha sentido.


-Vamos lá para perto do carro, assim ligamos o rádio e ficamos cantando até ficar mos completamente bêbados e não lembrarmos de nada amanhã.


-Frances, você é bastante radical.


- A culpa é sua, você me convidou.


Os dois sorriram, andaram até o carro e ficaram lá, conversando e bebendo até que o dia amanhecesse, dormiram no carro mesmo.


Aquela claridade maldita daquele sol de quase verão, fez com que ela acordasse e perguntasse:- o que houve?


-Nós fcamos muito bêbados.


-Isso eu sei, porque eu estou com uma baita dor de cabeça.


-Aumenta o som.


-Whole lotta love *-*(olhos brilhando)


- Que boa hora para acordar.


-Minha música "predileta" do Led.


-Ah, nem sei qual é a minha música predileta deles.


-Por isso disse predileta entre aspas.


-Saquei.


-Que horas são?


-Ah, é domingo, isso importa?


-Não.Mas é que eu queria ir para casa tomar um banho.


-Ah, ok. Então eu vou indo.


-Tudo bem.


-Até.


-Até.


Despediram-se sabendo que haveria outra vez, Frances ainda sonhando, chegou em casa tentando se lembrar da conversa de ontem.Desistiu, tudo o que importava é que ela era uma menina de novo.


Tropeçou nas baquetas e no prato da bateria, subiu cambaleando deitou no chão e dormiu ao som de Led Zeppelin.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Coisas de Crescimento

Existem muitas confusões acontecendo neste momento em que se começa a "formar" o caráter de um adulto, as coisas ficam loucas e às vezes paranóicas.
Enquanto aprendo a virar adolescente aos poucos, aos murros e aos choros e gritos, percebo que isto me fez bem, que fiquei mais liberal e me sentindo melhor comigo mesma, já fui muito mais deprimida do que sou hoje...
Medo que tenho do tal crescimento e de deixar de acretitar, já deixei de acreditar em muitas coisas, algumas boas e outras relativas, mas não ruins.Hoje eu acredito na música acima de tudo, até do amor, porque é o que eu respiro e o que salva meus dias ( música), mas a minha segunda acreditação é o amor, porque eu sou jovem e mereço, sim mereço, acreditar nele e não, eu não sou hippie.

O negócio de acreditar é complicadíssimo.Por exemplo, eu acreditar que o mundo pode dar certo, aí, é complicado, porque eu não sei se eu acredito, ou se eu tenho medo de deixar de acreditar completamente nisso, existe uma pessoinha falando de um lado que pode sim ainda vai dar certo, mas existe uma mais forte, muito mais forte, do outro lado dizendo que não vai dar.

E as dores de crescimento...sei lá, tenho medo mesmo é de deixar de acreditar no meu café da manhã, no meu almoço, na minha consulta mental comigo mesma, isso é a música.

Ah, eu simplesmente a amo, mas sinto muito medo de perdê-la, não posso deixar que isso aconteça, jamais.

Porque para quem já deixou de acreditar em quase tudo, se não sobra uma luzinha, para que continuar ?Gosto de continuar ;D

sábado, 8 de agosto de 2009

O Mundo é que Exagera

Já pensou se tu não vivesses num mundo exagerado?
O que seria de nosso querido David Bowie?
E do Carnaval que adoramos criticar exageradamente também?
O que seria das revistas masculinas?
E das mulheres exageradas sem silicone?

E das músicas de solos longuíssimos?
E do drama do amor?
E dos gritos de ódio?

Ah, meus queridos.

O mundo seria Bossa Nova.

Eu prefiro ficar exagerada com ele ;)

Balancê com ou sem par




Maria dançava e puxava pablo que puxava Ana que tinha olhos castanhos.

Luisa puxava Arnaldo que puxava Sophia que tinha um grande amor.

Carlos puxava Lúcia que puxava Rafael que tinha olhos claros.

Mariana cantava para Leonardo que olhava para Rosa.

E Rosa dançava com todos eles.


-Para Gabi.Adoro-te

Quadrilha


João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.

João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Would?


Acorda, desce as escadas, veste a calça velha e furada que estava sobre o sofá, pensa: minha casa parece um poleiro, toma uma caneca de café, pois tinha dormido só duas horas, revirou a caixa de Cd's e sacou como uma arma para o tédio o Cd do acústico do Alice In Chains.


Escolheu o resto da roupa, pegou a carteira furada e a camiseta do AC/DC, prendeu o dedo no portão e foi embora.


Ligou o carro velho, subiu, saiu da casa-poleiro.


Foi para o estúdio e viu o convite de um show sobre a mesa, era o show do garoto "faz tudo / Joey Ramone", comprou batata frita e ficou atendendo a telefonemas de crianças que pensavam que sabiam cantar.


Ouviu pacientemente o dia todo todas as músicas cool que se podia esperar.


Eram oito da noite e a moça foi arrumar-se para o tal show tão esperado, colocou desta vez uma calça 'nova", uma camiseta bonita e foi à luta.


Chegou ao lugar, subiu e logo viu a "criatura" .


-Olá, como vai a senhorita?

-Vou muito bem, obrigada.

-O show vai ser legal.Er....Hã...você toca alguma coisa?

-Bateria oficialmente e um pouco de guitarra, bem pouco.

-Legal, qualquer dia toque com a gente no seu estúdio.

-Pode deixar.

-Então Frances, chegou a hora.

-Ah, tudo bem, mas antes de ir, como é o seu nome?

-Chame-me de Eddie.

-Como o mascote?

-Talvez, como você quiser.


Ela desceu as escadas para o show, assistiu, gritou, cantou, suou, borrou a maquiagem, no fim, correu até o carro e o moço segurava uma garrafa de vinho, os dois beberam, riram, tocaram, divertiram-se e nada aconteceu.


Frances foi para casa, chegou, sorriu e disse sozinha:minha casa parece um poleiro, tropeçou no prato da bateria e em duas baquetas, assistiu a um documentário de rock alternativo e chorou, de alegria e de qualquer coisa, naquele dia que pareceu ter 15 anos de novo.


Deitou-se na cama desta vez e dormiu ao som de Led Zeppelin.